Imposto sobre bicicleta no Brasil chega a 40,5%

Publicado: 4 de novembro de 2013 por cmarquetti em Duas Rodas

Imposto sobre bicicleta no Brasil chega a 40,5%, diz estudo

Por Luiza Belloni Veronesi |18h22 | 04-11-2013

SÃO PAULO – Um estudo encomendado pela Aliança Bike e desenvolvido pela Tendências Consultoria

Integrada apontou que as bicicletas vendidas formalmente no Brasil têm, em média, 40,5% de tributação sobre

o valor final.

Com isso, uma bicicleta da marca Caloi, modelo 100 aro 26, que custa em torno de R$ 500 poderia sair por

R$ 297,5, sem o imposto. “São três grandes frentes que influenciam drasticamente o acesso à bicicleta:

infraestrutura, cultura e carga tributária. As esferas federal, estaduais e municipais precisam trabalhar de forma

conjunta. Nesse sentido, a altíssima carga tributária incidente sobre a bicicleta, maior do que a que incide sobre

motocicletas e automóveis, precisa ser reduzida”, comentou o presidente da Aliança Bike, Marcelo Maciel.

Mesmo que a bicicleta no Brasil seja uma das mais caras do mundo, ela é consumida, principalmente, por

famílias de baixa renda, as quais se concentram em maior proporção nas regiões Norte e Nordeste. “Em função

do perfil observado, pode-se inferir que a principal razão que leva os brasileiros a adquirirem uma bicicleta é o

fato de ela ser uma alternativa mais barata em relação aos demais meios de transporte, como automotivos e

transportes coletivos.”

Em termos de tributação do setor, incidem diversos impostos e contribuições sobre a importação, fabricação e

comercialização do produto: o Imposto de Importações, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), as

contribuições de PIS/PASEP e Confins, que são determinadas em âmbito federal e, por último, o ICMS

(Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), que é estadual.

O estudo ainda diz que a bicicleta é um bem normal, cuja procura cresce mais que proporcionalmente ao

crescimento da renda e é muito sensível às variações de preços. Assim, para uma redução de 10% no preço do

produto, estima-se um aumento do consumo de 14,8%, ou seja, mais que proporcional. Desta forma, uma

redução da tributação deve provocar impactos positivos e expressivos nos preços finais e nas quantidades

consumidas.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s